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	<title>Comments on: Alfredo Saramago, lições de mesa e de vida</title>
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	<description>por Marcelo Copello</description>
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		<title>By: torta, pie, tourte, &#171; o mundo é uma assadeira</title>
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		<dc:creator>torta, pie, tourte, &#171; o mundo é uma assadeira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 02:33:07 +0000</pubDate>
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		<description>[...] “o prazer de comer é, desde há muitos séculos, na nossa cultura, um prazer convivial: um prazer que se gosta de usufruir em comum. pode-se comer só e beber só quando se é a isso constrangido para satisfação da necessidade de matar a fome e matar a sede, mas a procura da voluptuosidade do paladar em solitário é um vício que a moral condena. as sociedades utilizam os prazeres da vida para estabelecer ou fortalecer os laços sociais e na maior parte das sociedades a refeição partilhada é um instrumento de sociabilidade. a refeição deverá ser uma celebração, uma festa onde o prazer se divide entre as pessoas. prazer de matar a fome, alegria por tomar contacto com um prato e honrar uma receita necessariamente sacralizada, e de ver os outros comungar com a mesma exaltação. foi com exaltação e muito prazer que reparti mesa e mantel com todos os meus convidados presentes nesta recolha. amizades, afinidades e simpatias proporcionaram-me refeições de memória e é dessa memória que aqui dou conta.” disse, alfredo saramago. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] “o prazer de comer é, desde há muitos séculos, na nossa cultura, um prazer convivial: um prazer que se gosta de usufruir em comum. pode-se comer só e beber só quando se é a isso constrangido para satisfação da necessidade de matar a fome e matar a sede, mas a procura da voluptuosidade do paladar em solitário é um vício que a moral condena. as sociedades utilizam os prazeres da vida para estabelecer ou fortalecer os laços sociais e na maior parte das sociedades a refeição partilhada é um instrumento de sociabilidade. a refeição deverá ser uma celebração, uma festa onde o prazer se divide entre as pessoas. prazer de matar a fome, alegria por tomar contacto com um prato e honrar uma receita necessariamente sacralizada, e de ver os outros comungar com a mesma exaltação. foi com exaltação e muito prazer que reparti mesa e mantel com todos os meus convidados presentes nesta recolha. amizades, afinidades e simpatias proporcionaram-me refeições de memória e é dessa memória que aqui dou conta.” disse, alfredo saramago. [...]</p>
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		<title>By: doce portugal &#8211; doçaria conventual &#171; o mundo é uma assadeira</title>
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		<dc:creator>doce portugal &#8211; doçaria conventual &#171; o mundo é uma assadeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 22:41:46 +0000</pubDate>
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		<description>[...] saramago, morto em 2008 - aqui, em entrevista a marcelo copello &#8211; formou-se em história e antropologia e especializou-se em história da alimentação [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] saramago, morto em 2008 - aqui, em entrevista a marcelo copello &#8211; formou-se em história e antropologia e especializou-se em história da alimentação [...]</p>
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