06/11/2009 – “Degustando o Chile desde a origem, parte II”

Por Marcelo Copello* de Santiago

Uma palavra chave em qualquer discussão sobre vinho é “terroir”. Esta expressão francesa sem tradução em português soa quase como uma palavra mágica, um “abre-te Césamo” para a gruta encantada onde mora o deus Baco. Terroir é o conjunto de fatores naturais que caracterizam um local, como seu solo (sua composição, PH, permeabilidade, profundidade), subsolo, clima e micro-clima, a exposição ao sol, as chuvas, vento, altitude, inclinação do terreno e vegetação. 

 

Este conjunto é tão complexo (e varia dia a dia, ano a ano) que torna cada vinho único. Por um lado a cada dia novos e bons terroirs são “descobertos” ao redor do planeta. Por outro lado, conhecer a fundo e dominar (até onde se pode dominar a natureza) um novo terroir pode levar décadas ou até séculos.

 

Um destes locais privilegiados, em plena fase de descoberta, é o Vale de Apalta. Continuando o relato de uma visita ao Chile, iniciado na semana passada, chegamos ao  Vale de Apalta, que é parte do Vale de Colchagua.

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vinhedos da Casa Lapoetolle em Apalta

 

Colchagua

Famoso por seus Carménères, o Vale de Colchagua é dominado pelos tintos, que ocupam 90% dos 23 mil hectares plantados. A pequena cidade de Santa Cruz é o coração da região, a 178km a sudoeste da capital Santiago. Lá o clima é quente, com o frio vindo do Pacífico amenizado por serras e pela cordilheira costeira que bloqueiam parte da influencia marítima.

 

Apalta

É um pequeno vale na parte interior e mais fria de Colchagua, em formato de ferradura de frente para o sul, com uma impressionante gama de solos, um verdadeiro paraíso para a Carménère e para a Syrah. Para comprovar esta tese, basta dizer que são daqui alguns dos maiores ícones da enologia do país, como o Clos Apalta, Montes Alpha M e Neyen.

 

Apalta é um pouco mais úmida que a média de Colchagua, 650mm anuais de chuvas, contra 592mm, concentradas entre maio e setembro. Aqui é fundamental a irrigação, e somente com a criação de reservatórios de água torna-se possível a viticultura.

 

O inverno é seco e frio, com temperaturas entre 2oC e 15oC. Os verões são quentes, ma non troppo, ficando entre 12oC e 31oC. A altitude dos vinhedos é de 200 a 450 metros, e os solos variam bastante conforme a altitude, indo de aluvião na planície e granito com diferentes concentrações de argila nas encostas (detalhes mais adiante).

 

As castas mais plantadas em Apalta são a Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah e a Merlot, embora existam inúmeras outras, tintas e brancas, plantadas como experimento. O estilo geral dos vinhos é de tintos de muita cor e concentração, mas também com frescor, elegância e mineralidade.

 

 

Casa Lapostolle

No vale de Apalta visitei a vinícola da Casa Lapostolle, onde é elaborado o ícone chileno Clos Apalta. Fundada em 1994, a empresa pertence a família Marnier-Lapostolle (do licor Grand Marnier). São duas as unidades de vinificação, esta de Apalta (dedicada ao Clos Apalta e ao Borobo) e outra em Cunaco (Colchagua), onde os demais vinhos são elaborados.

 

Em Apalta a empresa possui 100 hectares de vinhas velhas (majoritariamente Carménère) e 80 hectares de Merlot. A equipe técnica é liderada por Jacques Begarie com a consultoria de Michel Rolland. O onipresente consultor francês deu exclusividade no Chile à Casa Lapostolle e visita a empresa 4 vezes ao ano.

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bodega da Casa Lapostolle em Apalta

 

A vinícola em Apalta é belíssima, em forma de barril e representa o estado da arte em enologia. Aqui são elaborados apenas 2% da produção total da empresa, cerca de 4 mil garrafas de Borobo e 60 mil garrafas de Clos Apalta. O segredo deste último é um vinhedo de 60 hectares de Carménère com 60 anos de idade. A elaboração deste vinho é bem cara: a colheita é feita toda a noite (entre 19-20hs), é feita uma seleção manual grão a grão, os bagos não são prensados, após criomaceração são vinificados inteiros em cubas de 7.500 litros de carvalho francês. Tal investimento dá resultado, já que o Clos Apalta foi eleito o vinho do ano de 2008 pela revista Wine Spectator. 

 

A prova de 13 vinhos foi feita na sala de barricas do Clos Apalta com a enóloga Andrea León Iriarte. A qualidade média apresentada foi altíssima, talvez a mais alta entre as vinícolas visitadas nesta viagem. Vejamos abaixo o resultado e os destaques:

 

Vinho

Safra

Região

NOTA

Casa Lapostolle Sauvignon Blanc

2008

Rapel

85

Casa Lapostolle Sauvignon Blanc

2009

Rapel

86

Casa Lapostolle Chardonnay

2008

Casablanca

85

Cuvée Alexandre Chardonnay

2007

Casablanca

89

Casa Lapostolle Merlot

2007

Rapel

82

Casa Lapostolle Cabernet Sauvignon

2007

Rapel

84

Casa Lapostolle Carménère

2008

Colchagua

88

Cuvée Alexandre Merlot

2006

Colchagua

91

Cuvée Alexandre Cabernet Sauvignon

1999

Colchagua

88

Cuvée Alexandre Cabernet Sauvignon

2006

Colchagua

89

Cuvée Alexandre Carménère

2008

Colchagua

91

Borobo

2006

Vale Central

92

Clos Apalta

2008

Apalta

94-95

 

Cuvée Alexandre Chardonnay 2007. 60% fermentado em barricas (50% novas), sem malolática, onde permanece 9 meses. Aroma intenso e com ótimo frescor, onde baunilha aparece bem, elegante, mostra flores brancas, fundo mineral. Paladar de médio corpo, elegante, com ótimo equilíbrio maciez-acidez, 14,5% de álcool, longo. Nota: 89 pontos

 

Cuvée Alexandre Merlot 2006. 85% Merlot e 15% Caménère. Amadurece 8 meses em barricas francesas (20% novas). Vermelho rubi violáceo muito escuro. Aroma intenso de fruta densa, concentrada, madura e limpa, com toque de geléia de ameixa, amora, tostados e especiarias. Paladar encorpado, concentrado, com 15% de álcool, taninos estruturados, finos e doces, longo, com final doce. Nota: 91 pontos

 

Cuvée Alexandre Carménère 2008 (amostra de barrica). 85% Caménère e 15% Merlot. Retinto e opaco, quase negro. Aroma ainda fechado, mas já mostrando muitos tostados, fruta ultra madura, geléias (com elegância, limpeza e definição, nada over ou enjoativo). Na boca, mesmo inacabado, já é um veludo,  com ótimos taninos, bom corpo, estruturado. Será um ótimo vinho, um dos melhores Carménères que provei nesta viagem. Nota: 91 pontos

 

Borobo 2006. 26% Pinot Noir, 26% Syrah, 20% Carménère, 16% Merlot, 10% Cabernet Sauvignon, 2% Petit Verdot. Vermelho rubi violáceo escuro. Aroma muito expressivo, talvez mais complexo que o Clos Apalta mas sem a mesma profundidade. Caramelo, frutas maduras, geléias, tostados, alcaçuz, musgo. Paladar de bom corpo (sem grande concentração), mais elegância que força, com  taninos finos, macios, pronto, longo e delicioso. Nota: 92 pontos

 

Clos Apalta 2008 (amostra de barrica). Roxo na cor. Excepcional desde o primeiro contato com o nariz, muito aberto para uma amostra de barrica. Muita menta,caramelo, especiarias, fruta muito bem delineada, tem o toque selvagem da Carmenere (mas sem a rusticidade que marca esta casta). Paladar de grande estrutura, profundo, taninos volumosos e aveludados, longo, equilibrado, elegante complexo. Deve ficar mais 6-10 meses em barrica, mas já está maravilhoso. Nota: 94-95 pontos

 

 

Los Vascos

Depois da Casa Lapostolle visitei outra empresa de capital francês, a Los Vascos, cuja origem remonta ao século XVIII, mas que em 1988 foi parcialmente comprada pelo grupo bordalês Domaines Barons de Rothschild (do Château Lafite Rothschild).  A empresa possui duas unidades de vinificação, uma Curicó e outra, a que visitei, em Colchagua. A propriedade onde estive conta com 4 mil hectares, sendo 600 hectares de vinhedos, dominados em mais 90% pela Cabernet Sauvignon. Desde 2005 a proporção de Cabernet Sauvignon nos vinhedos vem diminuindo, com o plantio de variedades como Carménère, Malbec e principalmente Syrah. O rendimento dos vinhedos varia conforme a linha de vinhos. Para a linha Reserva este número está na casa das 11 toneladas de uvas por hectare, para a linha Gran Reserva 8 toneladas por hectare e para o Le Dix, topo de gama da casa, apenas 7 toneladas por hectare.  

 

O Le Dix foi lançado em 1998 (com a safra de 1996) para comemorar os 10 anos da  Domaines Barons de Rothschild no Chile. Sua produção é a apenas 5 mil caixas ao ano. O segredo da qualidade deste vinho é um vinhedo de mais de 70 anos de idade de Cabernet Sauvignon.  Desde 2005 o Le Dix deixou de ser mono-varietal para receber outras uvas em seu corte (Syrah, Carmènère e Malbec). As barricas usadas na elaboração do Le Dix são feitas pela tanoaria do Château Lafite em Bordeaux.

 

Abaixo as notas dos 15 provados e os destaques. A qualidade média foi muito boa e o estilo geral é de vinhos gastronômicos, com elegância e sem extrações exageradas. Além destes provei ao jantar com Marcelo Gallardo, o gerente de produção da empresa, o “Le Dix 1999”, que estava excepcional e perfeito aos 10 anos de idade.

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Vinho

Safra

Região

NOTA

Reserva Sauvignon Blanc

2009

Casablanca 

88

Reserva Chardonnay

2009

Casablanca 

84

Reserva Rosé

2009

Colchagua 

86

Reserva Cabernet Sauvignon

2005

Colchagua

84

Reserva Cabernet Sauvignon

2006

Colchagua

84

Reserva Cabernet Sauvignon

2007

Colchagua

83

Reserva Cabernet Sauvignon

2008

Colchagua

86

Grande Reserve

2005

Colchagua

90

Grande Reserve

2006

Colchagua

88

Grande Reserve

2007

Colchagua

87

Grande Reserve

2008

Colchagua

89

Le Dix

2002

Colchagua

92

Le Dix

2003

Colchagua

90

Le Dix

2004

Colchagua

91

Le Dix

2006

Colchagua

90

 

 

Los Vascos Reserva Sauvignon Blanc 2009. Elaborado com uvas de 3 vales, 85% de Casablanca 85%, que com seu solo granítico dá mais acidez, 10% de Leyda (mais mineralidade) e 5% Colchagua (mais corpo e cremosidade). Cor muito clara, branco papel. Nariz intenso, com cítricos, grama cortada maçã verde, pinho, lichia, notas de frescor verde típicas da casta. Paladar leve e fresco com boa cremosidade, 14,5% de álcool, ótima acidez, pulsante, muito seco, estilo mais gastronômico. Nota: 88 pontos

 

Los Vascos Grande Reserve 2005. 75% Cabernet Sauvignon, 15% Carmenère, 5%  Syrah, 5% Malbec, amadurece 12 meses em carvalho francês (30% novo). Cor na transição entre rubi e granada, escuro. Aroma bem amalgamado de fruta madura, bastante madeira, baunilha,  especiarias, pimenta, noz moscada, ameixa passa, cassis. Paladar de bom corpo, taninos finos secos e elegantes, boa acidez, 14% de álcool, com boa profundidade e complexidade, pronto, em seu auge, muito bom. Este é o melhor Grande Reserve que provei. Em 2005 não houve Le Dix e assim as melhores parcelas de vinhos que seriam do Le Dix tornaram-se este Grande Reserve. Nota: 90 pontos

 

Los Vascos Le Dix 2002. 100% Cabernet Sauvignon, amadurece 18 meses em barricas francesas novas. Cor rubi violáceo escuro, já um pouco esmaecido. Muito intenso no nariz, concentrado, bem amalgamado, mostrando notas vegetais de musgo (sottobosco) toque animal de couro, chocolate amargo, frutas secas (ameixas), pimenta negra, tabaco. Paladar de bom corpo (sem  exageros), 13,6% de álcool, macio, os taninos estão veludo, pronto, em seu auge onde deve permanecer por maos 2-3 anos. Nota: 92 pontos

 

Los Vascos Le Diz 2006. 85% Cabernet Sauvignon, 10% Carmènère, 5% Syrah, , amadurece 18 meses em barricas francesas novas. Cor rubi violáceo escuro, muito vivo. A mudança de estilo com a adição de outras castas à Cabernet Sauvignon é bem notada. O estilo é mais moderno, nota-se muito a fruta madura típica da Syrah, e as especiarias e o toque selvagem da Carmènére. Mostra mais meio de boca que os demais, mais concentração, porém um pouco menos do finesse e dos taninos da Cabernet Sauvignon. Nota: 90 pontos

 

 

Santa Helena

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Ainda no vale de Colchagua, em San Fernanado, visitei a Santa Helena, a 2ª empresa chilena em volume de importações no Brasil (depois da Concha y Toro).

 

Fundada em 1942 a empresa é parte do grupo “VSPT”, formado por Viña San Pedro, Tarapacá, Misiones de Rengo, Altaïr, Viña Mar, Casa Rivas, Finca La Celia e Bodega Tamarí.

A Santa Helena exporta 98% de sua produção, cerca de 1 milhão de caixas de vinho, para 50 países, e seu principal mercado é o Brasil. A empresa possui 334 hectares de vinhedos próprios e compra uvas provenienetes de todo o Chile, de norte a sul.

 

Provei 12 vinhos (incluindo uma pequeña vertical do top da casa) com a enólofa Maite Hojas e a gerente de marketing Marcela Au Alvarado. O estilo de todos os vinhos da casa é popular, com equilibrio pendendo para maciez, baixa acidez e, em alguns casos, açúcar residual perceptível. Vejamos o resultado e os destaques:

 

 

Vinho Safra Região NOTA
Selección del Directorio Sauvignon Blanc 2009 Paredones 82
Selección del Directorio Carménère 2008 Colchagua 80
Selección del Directorio Cabernet Sauvignon 2008 Colchagua 79
Vernus Syrah 2008 Aconcagua 84
Vernus Malbec 2008 Colchagua 81
Vernus Cabernet Sauvignon 2008 Colchagua 78
Notas de Guarda Carménère 2008 Colchagua 84
Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2008 Colchagua 84
D.O.N. 2005 Colchagua 83
D.O.N. 2006 Colchagua 84
D.O.N. 2007 Colchagua 84
D.O.N. 2008 Colchagua 86

 

 

Notas de Guarda Carménère 2008. Amadurece 12-14 meses de barricas francesas 70% novas. Rubi violáceo quase escuro. NO nariz mostra boa tipicidade da Carménère, com com elegância, menta, compotas, toque herbáceo. Paladar de médio-bom corpo, taninos finos, bom meio de boca mas cai um pouco no final pois  falta acidez, macio, taninos doces, maduros, final doce, com toque de açúcar residual. Nota: 84 pontos

 

D.O.N. 2007. 85% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 5% Petit Verdot. Rubi quase escuro com reflexos violáceos. Nariz onde a Syrah aparece bem, com boa fruta, madura, eucalipto, chocolate, especiaria picantes. Paladar mais firme que as safras anteriores, taninos um pouco rústicos, doces, acidez moderada, média persistência final doce. Nota: 84 pontos

 

D.O.N. 2008. 85% Cabernet Sauvignon, 15% Petit Verdot. Rubi escuro com reflexos violáceos.  

Aroma mais fino, fruta madura mais definida que os anteriores, eucalipto, chocolate, ameixas, amoras, especiarias picantes. Paladar de bom corpo, bom meio de boca, acidez baixa, final doce, persistência média. Melhor vinho da casa, no mesmo estilo do D.O.N. 2007, mas com taninos mais firmes e mais finos.Nota: 86 pontos

 

 

Viña Corpora (Gracia de Chile, Augustinos)

Fundado en 1893 por Adolfo Ibáñez o grupo Corpora é a maior empresa chilena de alimentos e bebidas, com negocios em 48 países. Uma das empresas mais conhecidas do grupo é o hotel conceitual Explora, no sul do Chile.

 

A “Viñedos e Bodegas Corpora”, parte do grupo, engloba 4 vinícolas, Gracia de Chile e Porta (com marcas de maior volume), e Augustinos e Veranda (vinícolas menores com vinhos de mais alta gama). O enólogo chefe é Pascal Marchand, que conta com a consultoria de Nicolas Potel (ambos da Borgonha). A empresa toda possui 1.500 hectares plantados, sendo 1.300 em produção. São 3 as unidades de vinificação, uma em Aconcagua (onde é elaborada principalmente a linha Augustinos), uma em Maipo (principalmente Porta) e uma em

Cachapoal (principalmente Gracia).

 

Visitei a Bodega Gracia, que foi fundada em 1989, tem capacidade para vinificar e armazenar 9 milhões de litros e está equipada con 3 mil barricas de carvalho francês. A menina dos olhos da empresa são seus vinhedos em Bio Bio, extremo sul do país, um terroir excepcinal para vinhos brancos e tintos como o Pinot Noir, por seu clima frio e solo vulcânico.

 

Provei 8 vinhos e meu predileto, confirmando expectativas, foi o Chardonnay de Bio Bio.

 

Vinho

Safra

Região

NOTA

Gracia Ilusión Chardonnay Reserva Lo Mejor

2007

Bio Bio

88

Gracia Sereno Pinot Noir Gran Reserva

2007

Bio Bio

87

Gracia Conversado Cabernet Sauvignon

2007

Rapel

84

Gracia Misterioso Merlot Reserva Lo Mejor

2007

Maipo

87

Augustinos Malbec Gran Reserva

2007

Bio Bio

85

Gracia Desvelo Syrah Reserva Lo Mejor

2007

Cachapoal

87

Augustinos Cabernet Sauvignon Gran Reserva

2007

Aconcagua

88

Gracia Porquenó Cabernet Sauvignon Reserva Lo Mejor

2007

Maipo

88

 

Gracia Ilusión Chardonnay Reserva Lo Mejor 2007. É 70% fermentado em madeira francesa, onde permanece por 12 meses. Amarelo palha com reflexos dourados, brihante, ainda com tons esverdeados. Aroma intenso de cítricos (limão siciliano), baunilha, tostados, frutas amarelas maduras, fundo mineral. Paladar de boa estrutura, com ótima acidez, crocante, boa complexidade, 13,5% de álcool, bom equilíbrio cremosidade-acidez, toque elegante da barrica aparece no fim de boca. Nota: 88 pontos

 

Gracia Misterioso Merlot Reserva Lo Mejor 2006. Amadurece 18 meses em carvalho francês.Rubi escuro violáceo bem vivo e profundo. Nariz focado na fruta, densa e bem amalgamada com madeira e especiarias, toque de evolução (couro), tabaco, menta. Paladar encorpado, bem proporcionado, taninos finos e doces, madeira de boa qualidade aparece bastante no nariz e na boca, mas bem casada. Um belo vinho, precisa apenas de algum tempo de garrafa para integrar-se melhor com a madeira. Nota: 87 pontos

 

Gracia Desvelo Syrah Reserva Lo Mejor 2007. Muito escuro, violáceo. Aroma intenso de menta, geléias, boa fruta típica da Syrah, chocolate. Paladar de bom corpo, 14% de álcool, bom taninos finos e doces, ainda presentes, boa acidez, boa persistência. Uma boa descoberta, promissor. Nota: 87 pontos

 

Gracia Porquenó Cabernet Sauvignon Reserva Lo Mejor 2007. Amadurece 18 meses em madeira francesas. Muito escuro, rubi violáceo. Nariz elegante e sem o mentol típico, fruta doce, frescor, madeira, baunilha, cassis, especiarias (discretas), mais focado na fruta. Paladar de bom corpo (sem grande extração), 14,5% de álcool, taninos finos doces, macios, longo e equilibrado, muito bom, fino. Nota: 88 pontos

 

 

Semana que vem voltamos com Chile, falando de Maipo. 

 

Marcelo Copello (mcopello@mardevinho.com.br)

www.mardevinho.com.br