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por Marcelo Copello
Grupo Sogrape, maior produtor de vinhos de Portugal,
está com atrações especiais em seu extenso
catálogo. Uma é a nova cara de seu best seller internacional,
o Mateus Rosé. A outra é a nova representação
de seus vinhos da linha Reserva e Premium, que agora está
nas mãos da importadora paulistana Zahil.
A Sogrape é uma empresa familiar. Foi fundada
por Fernando Guedes e é comandada hoje por seu neto, Salvador.
A empresa se lançou no mercado em 1942 com um vinho rosado
e despretensioso que se tornou um dos maiores sucessos da história
desta indústria.
O Mateus Rosé foi relançado nos 130 países
onde a empresa está presente com intenção de
causar impacto. Seu rótulo e garrafa estão com novo
design - mais moderno. Este fenômeno, que chegou a ser o vinho
mais vendido no mundo, atingiu o auge de sua fama nas décadas
de 1970 e 80. Segundo seus criadores, sua típica garrafa
teria sido inspirada nos cantis utilizados pelos soldados portugueses
durante a Primeira Guerra Mundial.
Trata-se de vinho rosado, levemente frisante, de caráter
jovem e fresco, sem compromisso, para ser consumido gelado e em
taças do tipo flute no lugar de em espumante ou de uma cerveja.
É feito a partir das castas Baga, Rufete, Tinta Barroca e
Touriga Franca, fermentado a temperaturas controladas sem contato
com as cascas. Custa entre R$ 18 e R$ 20, valor alto pelo que oferece.
Com o sucesso deste seu carro-chefe nos anos 80, a
empresa resolveu diversificar a gama de produtos. Adquiriu a tradicionalíssima
AA Ferreira, produtora do mítico Barca Velha, o vinho tinto
fino de mesa de maior prestígio de Portugal, além
de vinhos do Porto de primeira linha. Seguiram-se as compras da
Forrester e da Sandeman, além da bodega argentina Fincha
Flichman. Hoje o grupo possui centros de vinificação
nas principais regiões produtoras do país: Douro,
Dão, Alentejo, Bairrada e na área dos Vinhos Verdes,
além do braço sul-americano.
Também estão no Brasil as linhas Reserva
Sogrape e Premium, em nova parceria com a importadora Zahil. Os
vinhos foram apresentados a imprensa com presença do enólogo
chefe da casa, Vasco Magalhães. Os destaques foram:
Sogrape Reserva 1999,
Dão, (Zahil, R$ 83). Touriga Nacional, Jaen, Alfroucheiro
e Tinta Roriz, com 13,5% de álcool. Granada entre claro e
escuro, frutado mas já com os primeiros aromas de evolução.
Bom corpo, taninos ainda presentes, muito equilibrado e com boa
persistência. Beber ou guardar. B+
Sogrape Reserva 2000,
Alentejo, (Zahil, R$ 83). Aragonês (70%), Trincadeira e Alfroucheiro,
com 13,5% de álcool. Rubi escuro, lembrando baunilha, torrefação
e frutos negros maduros. Macio e muito equilibrado. Beber ou guardar.
O melhor da linha reserva. B+
Sogrape Reserva 1999,
Douro, (Zahil, R$83). Touriga Nacional, Tourtiga Franca, Tinta Roriz
e Tinta Barroca, com 12,7% de álcool. Rubi escuro com reflexos
violáceos, ainda um pouco fechado no nariz, sem muito ataque,
lembrando frutas, especiarias e carvalho. No palato tem tanino ainda
presente e bom equilíbrio e persistência. Beber ou
guardar. B+
Quinta dos Carvalhais Tinta Roriz
1998, Dão (Zahil, R$156). Com 13,4% de álcool
e envelhecimento em barris franceses novos. Rubi escuro com reflexos
violáceos, frutado com ameixas e cerejas pretas, e toques
de especiarias como anis estrelado e alcaçuz, além
de carvalho e fumê. Encorpado, tanino ainda marcado, merece
mais tempo de guarda. B+/A
Herdade do Peso Alfroucheiro
2000, Alentejo (Zahil, R$ 143). Com 14% de álcool
de cor rubi violáceo escura e aromas com boa complexidade
e elegância, frutas vermelhas muito maduras, carvalho e um
toque de menta. No paladar é concentrado, quente e macio.
Pronto.
| Legenda |
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| A+ |
Extraordinário |
(95 a 100) |
| A |
Excelente |
(90 a 94) |
| B+ |
Muito bom |
(85 a 89) |
| B |
Bom |
(80 a 84) |
| C |
Médio |
(70 a 79) |
| D |
Fraco |
(50 a 69) |
| E |
Abaixo do padrão |
(0 a 49) |
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